sexta-feira, 27 de julho de 2007

Mude.
Edson Marques
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde.
Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia,o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes
.Troque de bolsa, de carteira, de malas,troque de carro, compre novos óculos, escrevas outraspoesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa,s e possível sem destino.
Experimente coisas novas.Troque novamente. Mude, de novo.
Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

Sexta-Feira à tarde...

Gosto das tardes frias, elas sugerem descanso, um bom vinho, compania ou solidão, ou ainda as duas coisas...um bom filme, chocolate quente, serenidade, uma bela varanda... exceto uma tarde de estagiária em um trabalho que não se tem absolutamente nada pra fazer. Fora que ser estagiária, deculpem-me a expressão, é uma grande merda, todos querem mandar em vocÊ e tirar proveito de sua boa vontade de estagiário. O melhor de tudo é quando começam a disputar entre si quem vai tirar casquinha, nunca sei a qum devo escutar. Estou aqui, cumprindo o meu temporário ofício. Procuro aprender a ser feliz, e a viver da melhor forma em todas as situações, mas vou te contar não é mole não...
Falando nisso... estou resolvendo questões a respeito do meu novo curso, tive medo na realidade, tenho medo... é duro admitir mas tenho dificuldade de terminar as coisas, e quando consigo a vitória me é ainda mais saborosa... luto contra minha indisposição de enfrentar o cotidiano que é por vezes monótono e repetitivo. Muito trabalho está a minha espera, meu esforço precisará ser dobrado. Apesar do meu receio, sei que o Senhor está comigo!!!
Vou conseguir...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Eu que não si quase nada do mar...

Eu que não sei quase nada do mar
Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar

Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Eu que não sei quase nada do mar,

terça-feira, 24 de julho de 2007

Quando tive a brilhante idéia de escrever jurava por Deus que ia falar de tudo, contar piada, música, amigos, felicidades, desejos menos de amor. Repito, Amor não, por favor, está fadado ao fracasso, está banalizado, surrado... No entanto, todas as vezes que escrevo o que me inpira é esse desejo, ou ausencia, ou saudade... e mais uma vez estou eu aqui religiosamente escrevendo sobre algo que não tenho e, insisto em afirmar, que não quero. Pois vamos da um fim nesse assunto!
Acho mesmo que o que há em mim é essa ausencia presente em todo ser humano, e o desejedo que isso seja preenchido, mas é provável que um homem seja pequeno demais para um vazio tão grande, não há como mudar isso, isso sou eu. Aprendi a ser sozinha. E mesmo não estando só sou só, existe um estar em mim que ninguém conhece.
O poema do Drummond diz que todas as coisas do amor são gratuitas, você não paga nada. O caso é o seguinte: quando estou amando, posso amar sem ser amado. O amor pode ser solitário. O amor pode ser um ou pode ser dois. O amor que é apenas um é triste, pois não tem correspondência. A felicidade vem exatamente quando você tem os dois. Aí sexo fica sendo coisa de dois, porque é coisa do amor.
O amor está fadado a uma nostalgia pelo fato de que a gente sabe que o desejo da gente é possuir a pessoa amada. A sabedoria nos mostra que não é possível possuir nada, nem mesmo a nós mesmos. Então, porque eu nunca possuo, existe sempre uma pitada de nostalgia, sabe? É precisamente essa pitada nostálgica que torna o amor belo. O amor desapareceria se houvesse a certeza da posse.
Eita loucura nega...segura essa:O amor é quando a gente mora um no outro.( que delícia !!! )
As amantes nunca pensam que vão ser abandonadas. E, no entanto, para isto foram feitas.( eita ferro )
Dessa eu gostei: Acredite sempre no amor.Não fomos feitos para a solidão.Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ouamando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado,curta a dor, mas se abra para outro amor. E se estiver amando, declare o seu amor. Cada vez mais, devemos exercer onosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor).Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.Arrisque!O amor não é para covardes.Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar, maslembre-se. "Curta muito a sua companhia."Casamento dá certo para quem não é dependente. Aprenda a viver feliz - mesmo sem homem/mulher ao lado.Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante:VOCÊ!
Como dizia o poeta Quem já passou por essa vida e não viveu Pode ser mais, mas sabe menos do que eu Porque a vida só se dá pra quem se deuPra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não Não há mal pior do que a descrençaMesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão Abre os teus braços, meu irmão, deixa cairPra que somar se a gente pode dividir Eu francamente já não quero nem saber De quem não vai porque tem medo de sofrer Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
ahhhhh fala sério!!!!
Satisfeita negaaaa????

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Fazer o que...

"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."

domingo, 22 de julho de 2007

Choro

A música tem um velho hábito de expressar com facilidade o que a alma sente, com a firmeza de quem toca a alma...Eita tristeza !!! a de hoje, não sou uma pessoa triste , infelismente não estou imune a ela, embora gostaria de ser...Eu quero tanta coisa, desejo tanta coisa que chego conclusão, por vezes, de quem nem meu próprio esforço, por maior que seja será o suficiente bastante para minha total satisfação. Eu quero você, quero isso, aquilo outro, algo mais, quero dinehiro, quero cantar, quero falar de Deus na África, quero morar em uma pequena cidade no Sul...rsss Quero fazer fono e quero também fazer Serviço Social... È tanto querer que sou pequena demais pra mim mesma.
Te quero tanto bem, pessoa que quase me enlouqueceu essas últimas duas semana...

Estou no planeta errado é pequeno demais pra mim, não há ao menos um esconderijo aqui, quero voltar pra casa e matar enfim essa ausencia que é um estar em mim, essa saudade não sei de que ... Vou dormir e matar esse cansaço e essa paixão que me tira a paz e traz a lugares onde nem sei...

Tem horas que bate uma tristeza tao grande
Eu nao sei o que fazer e nem pra onde ir
É tanta coisa que eu queria dizer,
Mas nao tem ninguém para ouvir
Entao choro sem ninguém ver... Eu choro
Fa‡o o possível pra segurar a cabeça
Mas a emoção nao quer
Que eu me disfarça ou entao que eu esqueça
Do amor daquela pessoa
Eu choro sem ela saber
Eu choro
Choro por tudo que a gente não teve
Por tudo que a gente realizou,
Choro porque sei que ainda te amo
E você me amou e ama
Choro por tudo se assim for preciso,
Choro porque sei que ainda te quero
Choro por tudo e por tudo lhe digo
Te quero, te espero, te quero... te amo
Eu choro
Quantas coisas eu ainda vou provar
E quantas vezes para a porta eu vou olhar
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar
Quantos dias eu ainda vou esperar
E quantas estrelas eu vou tentar contar
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem seiNo que acreditar
Que a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
Não deixe o sol morrer
E Errar é aprender
Viver, é deixar viver
Quantas besteiras eu ainda vou pensar
E quantos sonhos no tempo vão esfarelar
Quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar